Foliculite nas pernas: como lidar?

O atrito da região e a depilação com lâmina são alguns fatores para o problema.

Com a chegada do tempo quente, uma das alternativas para driblar o calor é colocar as pernas para fora, usando bermudas, shorts e saias. No entanto, muita gente acaba deixando de fazer isso quando tem algum sinal ou marca nesta região — uma das causas para isso é a foliculite.

Esse problema, que pode ter origem bacteriana, virótica ou mesmo por fatores externos como depilação com lâmina de barbear ou cera, uso de roupas apertadas e o próprio atrito do local, apesar de bastante incômodo, tem solução. Isso é possível, sobretudo, com a adoção de cuidados com a pele corporal.

A seguir, explicaremos um pouco mais sobre a foliculite, suas possíveis causas, cuidados para combatê-la e, é claro, formas de prevenção.

foliculite

O que é foliculite?

Trata-se de uma inflamação na região da raiz dos pelos que gera dor e coceira no local. Apesar da semelhança, a foliculite não é sinônimo de espinha, pois a origem do problema é o pelo encravado. O que as distingue, portanto, é exatamente a presença de um pelo abaixo do local inflamado.

É preciso dizer isso porque, por vezes, a foliculite pode ser confundida com uma espinha pelo aspecto visual — uma inflamação avermelhada e, geralmente, com a presença de pus na porção interior.

Especialistas explicam não haver uma causa definitiva para o surgimento de foliculite, mas existem fatores que favorecem seu aparecimento. O uso de lâmina de barbear e de cera para depilação, por exemplo, são dois dos mais comuns, já que interferem diretamente na remoção dos pelos.

Outro fator é o uso de roupas apertadas e pouco transpiráveis, já que a combinação entre atrito e calor ajuda na formação dessas “bolinhas” vermelhas inflamadas. O uso de roupas de banho molhadas por longos períodos, bem como o uso de banheiras sem a devida higiene também colaboram para seu aparecimento.

Algumas doenças relacionadas à pele, a exemplo de acne e dermatites, bem como o uso de curativos oclusivos e alterações hormonais, também podem fazer com que a foliculite ocorra.

Não existe, porém, nada que diga que a foliculite é uma doença de ordem genética. O que se sabe, até o momento, é que ela é mais propensa em pessoas asiáticas, negras ou obesas, bem como em pessoas com a imunidade baixa.

Como tratar?

O tratamento da foliculite depende da gravidade, já que existem casos em que é preciso acionar a ajuda médica para evitar o surgimento de marcas e manchas na região afetada.

No caso de regiões como pernas e bumbum, por exemplo, o tratamento pode ser feito usando água morna e sabonete neutro, de modo a limpar bem a região. Se ela estiver muito inflamada, o uso de compressas com água quente pode ajudar a diminuir as possíveis dores e coceiras.

Quando isso não é capaz de resolver o problema ou o incômodo é muito intenso, o ideal é procurar ajuda de um dermatologista. Geralmente, eles poderão indicar tratamento com pomadas antibióticas por um determinado período ou, ainda, o uso de medicamentos orais em casos mais graves.

Prevenção

Se você já percebeu que tem propensão à foliculite ou deseja evitar que ela apareça, um dos principais cuidados é manter a higiene e a hidratação da pele em dia. Isso significa, por exemplo, usar sabonete neutro e um bom hidratante após o banho.

Outra dica é fazer uma esfoliação — com sabonetes, máscaras granuladas ou com bucha — durante o banho, pelo menos uma vez por semana. Isso faz com que as células mortas que vão se acumulando com o passar do tempo sejam devidamente eliminadas e, consequentemente, não entupam os seus poros.

Ainda em relação ao banho, é fundamental que a pele do corpo todo seja sempre muito bem lavada para evitar o acúmulo de sujidades e bactérias, mas também seca para não virar abrigo de fungos e bactérias posteriormente.

No caso da depilação, se possível, dê preferência aos métodos que agridam menos a sua pele, tais como o uso de aparelhos de barbear elétricos ao invés de lâminas ou, ainda, a depilação a laser.